Chegando nos EUA (Imigração/Alfândega/Conexões)

Todo mundo que planeja ir para os Estados Unidos tem medo da famosa “imigração”. O que fazer? Vai demorar? O que vão perguntar? Vou ser preso/deportado?. Sinceramente eu nunca entendi porque as pessoas tem tanto medo de uma coisa tão simples, hoje no blog irei contar tudo sobre esse processo que é a chegada nos Estados Unidos.

Resumidamente, esse é o “percurso” quando se acaba de chegar de viagem:

Desembarque, fila da imigração, entrevista da imigração, retirada de bagagem, alfândega e por fim saída do aeroporto ou novo vôo.
Para viajar para os Estados Unidos, todos os brasileiros DEVEM ter passaporte válido e visto americano. Mas na realidade, quem vai decidir se você poderá entrar ou não nos EUA é apenas o agente de imigração na hora da chegada.

Perai, Gui… Então você está me dizendo que o visto não quer dizer nada?

Claro que quer dizer muita coisa, mas ele não é uma garantia de você consiga entrar no país.

Mas fica calmo… São raríssimos casos de pessoas que são barradas “na entrada da festa”.

Quando você estiver no avião há poucas horas de aterrizar nos Estados Unidos sendo conexão ou o destino final, a equipe de bordo irá distribuir um pequeno formulário “azul” que deve ser preenchido para ser entregue junto ao passaporte na hora da sua entrevista.

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Este é o formulário alfandegário que você deverá preencher nome, sobrenome, numero do passaporte, quantidade aproximada de dinheiro que está levando, endereço de onde você vai ficar, se está indo a trabalho/negócio/turismo, quantas pessoas estão viajando com você e algumas perguntas meio idiotas como se está levando consigo espécies raras ou proibidas de plantas ou animais na bagagem que não devem entrar no país.

Atenção: esse papel deve ser apenas um por família, e quando eu digo família digo as pessoas que moram juntos e que deverão passar juntos na hora da entrevista.
Ao preencher, guarde esse papel, de preferência junto ao passaporte.
Se você for fazer conexão em alguma cidade dos Estados Unidos, seja ela Miami, Atlanta, New York, Washington, Houston, Charlotte ou até LA é na primeira parada dentro do país onde você terá de fazer o processo de imigração.

Ao sair do avião, antes de pegar as malas despachadas, siga o fluxo de pessoas e não demore pra chegar na sala de imigração. Evite parar para ir no banheiro ou ficar conversando à toa.

Aah, apenas para lembrar: não é permitido uso de celular, ipad, ipod, fones, eletrônicos em geral, tirar fotos, falar alto, etc. Segure sua vontade por mais alguns minutos.

Ao chegar na imensa sala de imigração entre na fila e aguarde PACIENTEMENTE chegar sua vez. Sempre haverão alguns policiais cuidando da organização da fila e da segurança, é claro.

E é nisso que nasce um grande problema… E se você estiver com pouco tempo de conexão?

Eu sempre recomendo que a maioria das conexões sejam de no mínimo umas 2 horas se você tiver de passar pela imigração, seja o país que for. Pense em mais de um avião chegando quase que ao mesmo tempo a fila enorme que se forma. Uma hora passa num piscar de olhos e se você perder a conexão por causa da imigração vai ter que contar com a boa vontade da sua companhia aérea em te colocar gratuitamente no próximo vôo ou terá de pagar um novo bilhete aéreo.
Pessoal, agora vem uma outra coisa muito importante. Evite ficar falando alto, rindo alto, mexer no celular, tirar fotos, ficar distraído, ficar “moscando” na fila, deixe pra fazer tudo isso em todas as filas dos parks que você vai visitar, a coisa aqui É SÉRIA e dezenas de câmeras e guardas ficam apenas esperando alguém se “destacar” na multidão. Você sente um ambiente bem mais silencioso e respeitoso e é assim que deve ser e ponto.

E pelo amor de Deus, em hipótese alguma faça uma piadinha de “bomba”, terrorismo ou qualquer variação. Evite até pensar nisso porque os EUA não brincam em serviço e até as paredes tem ouvido. Inclusive já houve casos da pessoa falar brincando sobre estar trazendo uma bomba e ter sido deportado.

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Quando chegar sua vez, você deve ir junto com quem mora na mesma casa que você. Mas digamos que esteja você e sua namorada eu aconselho ir junto ou até mesmo se você está com seus pais mas não mora junto. Só evite de ir junto com um amigo por exemplo, se na hora o agente encasquetar que não os quer junto na entrevista pode ser que o clima fique pesado.

Na hora da entrevista é que a maioria se apavora pelo fato de ser em inglês. Mas tenha calma, esses agentes todos falam espanhol e muitos até arriscam um portunhol, principalmente em cidades “quase latinas” como Miami, Houston, Orlando e etc.

Se você entende um pouco de inglês vai se dar muito bem, pois as perguntas geralmente são simples como onde vai ficar, quantos dias, quanto dinheiro você trouxe, coisas assim e se ele ver que você não entendeu vai se esforçar o máximo com um portunhol. Ele vai recolher seus passaportes pra carimbar a entrada, recolher as impressões digitais, tirar uma foto e pronto, está liberado.

Agora se você não fala NADA de inglês, eu sugiro que você solicite um tradutor na hora da entrevista ou arrisque o portunhol. Existem agentes preparados pra fazer essa tradução se necessário. Pra isso você vai ter que pelo menos saber dizer isso ou ter anotado em algum papel, pelo amor de Deus não vai me tirar o celular do bolso pra fazer uma tradução no google na frente do oficial.

Claro que se o agente não estiver conseguindo se comunicar com você de jeito nenhum, ele mesmo vai requisitar o tradutor. Tudo depende do humor do agente você pode pegar um muito bonzinho de bem com a vida ou um muito chato e amargurado.

Nesse momento, é sempre bom você ter uma pastinha com todos os vouchers, documentos da viagem como passagem de ida e volta, reservas de hotel, carro, ingressos, tudo para facilitar o processo. Mas atenção: só entregue algum documento se ELE PEDIR.

Outro detalhe que parece bobo mas deve ser lembrado: NÃO MINTA sob hipótese alguma. Se você for ficar em 10 hotéis, diga o nome dos 10 hotéis, leve tudo muito a sério.

Pode acontecer, mas já aviso que é muito raro, do agente chamar você para a temida “salinha”, se isso acontecer é porque houve alguma divergência biométrica, algum erro em alguma parte do processo burocrático ou qualquer outro problema mas como diz o velho ditado:  “Quem não deve não teme”, não precisa ter medo que será liberado, mesmo que demore um pouco. Nisso, é claro que quem não entende inglês terá o tradutor também. Mas no final das contas tudo vai dar certo e você poderá começar a curtir sua viagem pelos EUA sem essa tensão.

Saindo da imigração, já estará a esteira das bagagens de todos do vôo, sendo conexão ou parada final. Mas lembre-se de sempre se informar se você realmente terá de retirar as bagagens ou elas serão enviadas automaticamente pro outro avião. Vai que né…

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Depois disso, é hora de passar na alfândega americana (Claims) mas fiquem calmos que ela não é nada parecida com a alfândega da volta no Brasil. Aqui você irá dar o papel azul preenchido no avião e o agente aduaneiro pode escolher aleatoriamente uma bagagem pra inspecionar mas é apenas para ver se você não traz plantas, animais, ou qualquer coisa proibida.

Saindo daqui, acabaram as burocracias se for seu destino final. Todo esse processo pode durar entre 30 minutos até sabe la Deus quanto tempo. Por isso nunca escolha conexões com menos de 1 hora.

Se você irá pegar o próximo vôo, mais a frente você verá o guichê da sua companhia aérea onde novamente terá de despachar suas malas e depois passar pela segurança para finalmente embarcar.

Ao chegar em Orlando você não terá de passar novamente pela imigração.

Vale lembrar que apesar do nosso enorme post, é muito simples e fácil e se você não dar nenhuma bola fora vai tirar tudo de letra.